Projeto de Davi Davino é o grande plot twist e legítimo herdeiro dos votos de Gaspar; além de ser o maior expoente da direita de Alagoas; entenda
A Novela da Direita Alagoana: Amores Não Correspondidos, Amnésia Seletiva e o Sorriso Amarelo no Altar; Análise política das fatias da direita de Alagoas ao Senado Federal
Davi Davino, Arthur Lira Marina Candia candidatos ao Senado por Alagoas : Foto: Reprodução No xadrez político de Alagoas, a corrida pelo Senado virou um roteiro de filme de ficção, mas no final encontra um sentido em um personagem que tem a confiança do eleitorado de direita. De um lado, temos o candidato Davi Davino (REPUBLICANOS), que assumiu o papel de último romântico da direita estadual. Enquanto seus adversários fogem da foto com a família Bolsonaro como o diabo foge da cruz, Davino bate no peito e jura fidelidade.
O grande plot twist? O Davi Davino, que desde o início da campanha anuncia o próprio Flávio Bolsonaro (PL) como seu candidato a Presidente, e este, prefere apoiar justamente quem o deixou no vácuo: Marina Cândia e Arthur Lira, todavia, ele pousa em fotos com o Davi, até usou Boton do candidato, que foi arrancado pelo nosso malvadão Gaspar, uma espécie paladino da moralidade e bons costumes (da direita), mas quando o assunto é Banco Master, IPREV e Vorcaro, nosso vilão da direita, fica comedido em amnésia dissociativa (assunto para próxima conversa).
Vejamos o caso de JHC e Marina Cândia: O ex-prefeito de Maceió, que surfou na crista da onda do PL e do bolsonarismo quando os ventos eram favoráveis, subitamente descobriu na janela partidária de abril de 2026 que precisava de novos ares. Quando Flávio Bolsonaro aterrissou em Alagoas, JHC e sua candidata ao Senado deram um "bolo" institucional no senador, o famoso "Bolo sem Caldas" que também deram na convenção do próprio partido. O casal parece ter adotado a estética "nem-nem": sofrem de amnésia sobre o próprio passado bolsonarista recente no PL, mas também não podem abraçar o lulismo — afinal, o camarote presidencial já está com as chaves entregues à família Calheiros. É, sem dúvida, a crise de identidade mais exaustiva do Caldismo (lider João Caldas),
Já Arthur Lira (PP), também postulante ao cargo, não fugiu do encontro, mas talvez devesse. Ele e Flávio dividiram os holofotes em uma igreja evangélica na capital. O problema é que o vídeo do encontro parece um pedido silencioso de resgate (alguém já se perguntou: o que estou fazendo aqui?). Com um semblante de quem vestiu uma roupa apertada demais, o constrangimento de Lira ao lado do filho do ex-presidente foi tão palpável que quase poderia ser batizado no altar.
No meio desse salão de baile desencontrado, sobra Davi Davino. Ele é o único que defende a camisa abertamente, mas enfrenta o dilema das vacas magras. Em um lance genial de ressignificação marqueteira, Davino foi às redes avisar que sua campanha não tem grandes financiamentos nem material gráfico farto. Em vez disso, convocou a militância a aderir aos "materiais digitais" — uma forma sustentável, inovadora e politicamente correta de dizer que o caixa não é farto, tal qual, seus adversários. Atitude amplamente elogiada por seus apoiadores (mais um pronto para o Davi).
Davi Davino, mesmo sendo de direita ele faz um discurso inteligente, não que, as pessoas de direita não sejam inteligentes, tem muitos. Mas é que geralmente eles usam jargões bobos: " Lula preso", " O Brasil vai ser uma nova Venezuela", "faculdade federal é comunista", etc... Davi, evita esse glossário, assim como esse tipo de discussão, ele defende o pluralismo político, até mesmo com uma reforma no STF para limitar o poder dos ministros e criar mandatos para os cargos, reforçando a fiscalização pelo Senado. Na economia ele defende o fortalecimento dos pequenos negócios e o apoio aos produtores rurais como base para impulsionar a economia de Alagoas, defende redução de impostos. Bem, ele tem um discurso interessante e diferente da extrema-direita (outro ponto para o Davi).
Ainda assim, no jogo do poder, a coerência (mesmo que com os bolsos não tão fartos,) tem seu preço. Especialistas já calculam que a clareza partidária de Davino o coloca na "pole position" para herdar o espólio de votos da direita conservadora de Alfredo Gaspar. A matemática da migração de votos aponta Davino como o herdeiro natural na capital, seguido por Lira, deixando apenas uma pequeníssima fatia para Marina Cândia, vítima da indefinição de seu próprio projeto, tal qual, o Manoel Gomes o Caneta azul: "não sou de esquerda nem de direita, eu sou na minha", mas na política, se exige lado, os grupos tendem a se fortalecer um um único projeto independente de polarização ou não, esse está sendo um dos maiores erros das candidaturas de Marina Cândia e os esposo João Henrique Caldas.
A direita alagoana atual opera na lógica de um grupo de WhatsApp onde ninguém concorda sobre o rumo, mas todos querem os holofotes. Até o dia 4 de outubro, essa novela promete mais reviravoltas que roteiro mexicano. Resta saber se o eleitor tem estômago — e pipoca — para acompanhar os próximos capítulos.








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