Pai é preso após espancar e matar o próprio filho de 2 meses no Sertão de Alagoas
Casal tentou forjar queda acidental da cama em UPA, mas laudo pericial e avanço das investigações revelaram a verdadeira causa da morte do recém-nascido
Pai é suspeito de matar seu filho de 2 meses de vida em Senador Rui Palmeira / Foto: Reprodução A violência brutal contra um recém-nascido de apenas dois meses terminou em tragédia no município de Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas. A morte do bebê, que a princípio era tratada como um caso a esclarecer, sofreu uma reviravolta chocante após os resultados do laudo pericial confirmarem que a criança foi vítima do próprio pai.
Na tentativa de justificar os ferimentos, os pais buscaram socorro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Aos profissionais de saúde e autoridades, eles alegaram, em um primeiro momento, que o menino havia sofrido uma queda acidental da cama.
As evidências físicas, no entanto, não condiziam com a história contada, o que fez a versão desmoronar rapidamente. Com o avanço das apurações policiais e diante da incompatibilidade das lesões com uma simples queda, os pais recuaram e confessaram a real dinâmica dos fatos: o bebê havia sido fatalmente agredido pelo genitor.
Munidas do laudo pericial conclusivo, as forças de segurança deram início a uma ação imediata. Equipes do 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM), sob a coordenação do tenente-coronel Hebert, entraram em campo em busca do paradeiro do agressor.
O cerco tático montado durante as diligências resultou na localização e prisão de Daniel Nunes da Silva. O jovem de 19 anos, que é natural de Santana do Ipanema (AL), foi detido e encaminhado para os procedimentos legais.
A rápida resposta policial encerra a primeira fase de um crime que gerou forte comoção regional, sobretudo pela extrema vulnerabilidade de uma vítima com poucas semanas de vida.
Agora, o inquérito policial segue em andamento para esmiuçar todos os detalhes do crime. A investigação ficará a cargo das autoridades competentes, que deverão não apenas elucidar a dinâmica exata do espancamento, mas também apurar se houve omissão, cumplicidade ou responsabilidade penal por parte de outras pessoas envolvidas no convívio da criança.
Por Redação
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