O ônibus clandestino que se envolveu no acidente que matou 16 pessoas não apresentou falha mecânica; aponta perícia
O transporte foi contratado pela Prefeitura de Coité do Noia; MPAL também está acompanhando o caso
Ônibus clandestino que se envolveu em u. Grave acidente na AL-220 em São José da Tapera / Foto: Reprodução Publicidade
A Polícia Científica confirmou que não havia falhas mecânicas no ônibus contratado pela Prefeitura Municipal de Coité do Nóia, envolvido no grave acidente na rodovia AL-220, no Povoado Caboclo, município de São José da Tapera, Sertão alagoano. Para se chegar a esta conclusão, um novo exame foi feito pelo chefe do Núcleo de Identificação Veicular do Instituto de Criminalística (IC) de Maceió, perito criminal Nivaldo Cantuária.
Ele retornou, nessa quarta-feira (04), ao local do grave acidente. Cantuária já havia estado no local no dia do capotamento para periciar o veículo, realizando os exames preliminares. No entanto, como o veículo estava quase totalmente apoiado ao solo, foi necessário retornar para realizar exames complementares.
“Como a suspensão a ar estava baixa, reduzindo a altura do veículo em relação ao solo, foi preciso retornar com o auxílio de um caminhão-guincho para inspecionar os sistemas de freio e de suspensão”, explicou o perito.
Cantuária afirmou que este segundo exame permitiu concluir a análise técnica do ônibus de forma definitiva. “Todos os pneus apresentavam banda de rodagem adequada para o uso rodoviário. Portanto, não foi constatado nenhum problema de ordem mecânica”, afirmou.
O acidente ocorreu quando o ônibus, que transportava romeiros de Juazeiro para a cidade de Coité do Nóia, saiu da pista e caiu em uma ribanceira ao passar por uma curva na rodovia AL-220. O trágico episódio resultou na morte de 15 romeiros no local; uma criança chegou a ser socorrida, mas faleceu no hospital, elevando para 16 o número de vítimas.
O perito agora finalizará o laudo pericial, contendo todos os detalhes técnicos, que será encaminhado à delegacia responsável pela investigação crimina
O que disse a ANTT
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus que sofreu um grave acidente na manhã de terça-feira (3 de fevereiro de 2026), em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, realizava transporte clandestino de passageiros e operava de forma irregular.
Os pontos principais destacados pela ANTT são:
• Irregularidade Total: O veículo não possuía registro para realizar transporte interestadual ou intermunicipal.
• Falta de Documentação: O ônibus circulava sem o Certificado de Segurança Veicular (CSV) e não possuía Licença de Viagem (LV) para o deslocamento dos romeiros.
• Sem Seguro: O veículo não contava com seguro de responsabilidade civil vigente, o que deixa as famílias das vítimas desamparadas quanto às coberturas obrigatórias.
• Monitoramento: A ANTT informou que está acompanhando o caso junto aos órgãos competentes, como a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), que instaurou inquérito para apurar as causas
Por Redação
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