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Delmiro Gouveia,29/09/2026

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Último Debate: Se JHC correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come

A expectativa do debate da TV Asa Branca gira em torno da presença do candidato JHC que fugiu de três encontros, e o único que foi, ficou sem argumentos e partiu para apelidos


Último Debate: Se JHC correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come Candidatos ao governo de Alagoas devem participar de um debate promovido pela TV Asa Branca / Foto: Reprodução
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Chegou a hora da verdade — ou, pelo menos, chegou a hora de descobrir se JHC vai aparecer. Nesta terça-feira, às 22h15, a TV Asa Branca coloca frente a frente os dois principais candidatos ao Governo de Alagoas: Renan Filho e JHC. E o suspense não é sobre as perguntas. É sobre a cadeira. Será que ela finalmente terá dono? — o eleitor entendeu, que o candidato JHC não tem condições de debater Alagoas com o Renan Filho que tem mais experiência política e administrativa que o adversário.

Depois de uma sequência de ausências, o candidato tucano transformou o debate eleitoral em uma espécie de “participação especial”: aparece quando dá, confirma quando convém e, quando a agenda aperta, a cadeira fica falando sozinha 🪑. Na Band, em 12 de setembro, JHC não compareceu e o confronto virou sabatina com Renan Filho. Na TV Ponta Verde, no dia 18, também não apareceu. No dia seguinte, na TV Pajuçara, nova ausência — comunicada pouco antes da transmissão.

A essa altura, o eleitor alagoano já pode estar se perguntando se está acompanhando uma eleição para governador ou um campeonato de “Cadê JHC?”. O roteiro é simples: emissora prepara o estúdio, jornalista prepara as perguntas, adversário prepara as respostas... e resta descobrir se o candidato prepara o caminho até o estúdio.

A justificativa oficial para algumas ausências foi conflito de agenda e prioridade para compromissos de campanha. É perfeitamente possível entender que candidato tenha agenda cheia. O problema é que, quando a agenda cheia coincide repetidamente com o horário do debate previamente marcados, a própria ausência vira assunto de campanha. E virou, inclusive até memes.

Agora, entretanto, não tem muito para onde escapar. É o último debate antes da eleição. E o eleitor tem uma mania inconveniente: gosta de ver candidato respondendo pergunta. Principalmente quando os dois podem perguntar um ao outro, olho no olho, sem edição, sem corte, sem filtro e sem o botão mágico das redes sociais (onde JHC é especialosta em âmbito controlado".

Para JHC, a noite tem uma armadilha dupla. Se faltar, a cadeira vazia provavelmente falará mais alto que qualquer discurso. Se comparecer, terá de enfrentar Renan Filho ao vivo. Em outras palavras: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come (🎶 Homem com H).

E há uma terceira possibilidade: comparecer e tentar transformar o debate numa guerra de apelidos, provocações e ataques pessoais. Mas aí o eleitor pode perguntar: e as propostas? Porque governador não administra estado com meme, postagem ou provocação. Administra com decisão, orçamento, equipe e resultado.

Do outro lado, Renan Filho também não terá passeio turístico. Debate é via de mão dupla. Quem pergunta também precisa responder. Quem critica também pode ser questionado. Nesse sentido, o senador é muito preparado, devido a grande experiência acumulada em sua trajetória, ele conhece cada canto do estado.
Não existe escudo político melhor do que uma boa resposta — e não existe esconderijo mais transparente do que uma câmera ligada.
Por isso, o debate desta terça-feira pode acabar tendo uma personagem involuntária: a cadeira de JHC.

Se estiver ocupada, ótimo: teremos confronto de ideias.

Se estiver vazia, ela provavelmente será a candidata que mais falará naquela noite.
E, convenhamos, seria uma candidatura curiosa: a cadeira não precisa de santinho, não dá entrevista, não promete nada e, até agora, tem comparecido a todos os debates para os quais foi convocada.


Por fim, a conta é simples. O eleitor não está pedindo espetáculo. Está pedindo resposta. Quer saber o que cada candidato pretende fazer com Alagoas, como pretende fazer e quanto isso vai custar.

Portanto, nesta terça-feira, às 22h15, o suspense é um só:
JHC vai ao debate ou mandar a cadeira em seu lugar?


Porque, na reta final da eleição, até a ausência vira notícia.
E, como diz o velho ditado que inspira esta coluna: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. 🎶🎶🎶🎶

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