Último Debate: Se JHC correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come
A expectativa do debate da TV Asa Branca gira em torno da presença do candidato JHC que fugiu de três encontros, e o único que foi, ficou sem argumentos e partiu para apelidos
Candidatos ao governo de Alagoas devem participar de um debate promovido pela TV Asa Branca / Foto: Reprodução Chegou a hora da verdade — ou, pelo menos, chegou a hora de descobrir se JHC vai aparecer. Nesta terça-feira, às 22h15, a TV Asa Branca coloca frente a frente os dois principais candidatos ao Governo de Alagoas: Renan Filho e JHC. E o suspense não é sobre as perguntas. É sobre a cadeira. Será que ela finalmente terá dono? — o eleitor entendeu, que o candidato JHC não tem condições de debater Alagoas com o Renan Filho que tem mais experiência política e administrativa que o adversário.
Depois de uma sequência de ausências, o candidato tucano transformou o debate eleitoral em uma espécie de “participação especial”: aparece quando dá, confirma quando convém e, quando a agenda aperta, a cadeira fica falando sozinha 🪑. Na Band, em 12 de setembro, JHC não compareceu e o confronto virou sabatina com Renan Filho. Na TV Ponta Verde, no dia 18, também não apareceu. No dia seguinte, na TV Pajuçara, nova ausência — comunicada pouco antes da transmissão.
A essa altura, o eleitor alagoano já pode estar se perguntando se está acompanhando uma eleição para governador ou um campeonato de “Cadê JHC?”. O roteiro é simples: emissora prepara o estúdio, jornalista prepara as perguntas, adversário prepara as respostas... e resta descobrir se o candidato prepara o caminho até o estúdio.
A justificativa oficial para algumas ausências foi conflito de agenda e prioridade para compromissos de campanha. É perfeitamente possível entender que candidato tenha agenda cheia. O problema é que, quando a agenda cheia coincide repetidamente com o horário do debate previamente marcados, a própria ausência vira assunto de campanha. E virou, inclusive até memes.
Agora, entretanto, não tem muito para onde escapar. É o último debate antes da eleição. E o eleitor tem uma mania inconveniente: gosta de ver candidato respondendo pergunta. Principalmente quando os dois podem perguntar um ao outro, olho no olho, sem edição, sem corte, sem filtro e sem o botão mágico das redes sociais (onde JHC é especialosta em âmbito controlado".
Para JHC, a noite tem uma armadilha dupla. Se faltar, a cadeira vazia provavelmente falará mais alto que qualquer discurso. Se comparecer, terá de enfrentar Renan Filho ao vivo. Em outras palavras: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come (🎶 Homem com H).
E há uma terceira possibilidade: comparecer e tentar transformar o debate numa guerra de apelidos, provocações e ataques pessoais. Mas aí o eleitor pode perguntar: e as propostas? Porque governador não administra estado com meme, postagem ou provocação. Administra com decisão, orçamento, equipe e resultado.








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