INTELECTUAIS: Presidente Lula e Renan Filho descreveram a figura de JHC embasado nos tiranos e demagogos na visão de filósofos gregos
Com uma linguagem popular o JHC foi comparado aquele que ascende ao poder não pela virtude,ou pelo debate de ideias, mas por meio do encanto da retórica fácil, explorando as paixões e os anseios do povo para criar a ilusão de um salvador da pátria
Presidente Lula e Renan Filho em comício em Maceió / Foto: Reprodução Durante um comício em Maceió, realizado na noite de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou indiretamente o ex-prefeito e candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (JHC), comparando sua trajetória à de Fernando Collor de Mello. O ato serviu para reforçar o palanque de Renan Filho (MDB) e trouxe à tona uma crítica clássica à sedução do discurso político: a ilusão de soluções mágicas que frequentemente precede a tirania das promessas não cumpridas.
Ao resgatar a figura histórica do "caçador de marajás", Lula alertou para o perigo do político demagogo, figura detalhadamente analisada por Aristóteles em A Política. Como advertia o filósofo grego, o demagogo é aquele que ascende ao poder não pela virtude ou pelo debate de ideias, mas por meio do encanto da retórica fácil, explorando as paixões e os anseios do povo para criar a ilusão de um salvador da pátria — exatamente como ocorreu no final da década de 1980, culminando em um impeachment por corrupção.
Para ilustrar essa dinâmica com a linguagem do povo, o presidente utilizou uma analogia popular que sintetiza a advertência aristotélica: “Sempre que vocês virem alguém vender facilidade, vocês não podem esquecer: raposa não toma conta de galinha. Não acredita”. A declaração foi interpretada pela imprensa local como uma crítica direta ao perfil de JHC, expondo como a demagogia moderna continua a vestir roupas atraentes para disfarçar interesses opostos aos da própria população.
Essa retórica populista guarda forte relação com a "tirania dos filósofos" ou dos pretensos sábios que se julgam acima do processo democrático real. Em vez de construírem soluções coletivas com a sociedade, tais figuras apresentam visões messiânicas e tecnocráticas de mundo, tentando impor verdades absolutas enquanto fogem do confronto direto no plano das ideias reais e da prática republicana. Nesse contexto, o JHC sabe muito bem usar o seu Instagram fantasioso, como ferramenta para iludir e algumas vezes mentir.
A agenda em Maceió consolidou a aliança com o grupo político dos Calheiros em oposição aos setores bolsonaristas locais. No mesmo palco, Renan Filho reforçou as críticas ao adversário, acusando-o de fugir dos debates programáticos e apelar para ataques pessoais — uma postura que reflete o modo de agir dos velhos demagogos descritos por Aristóteles, que preferem o espetáculo da acusação à substância da discussão política.
Certamente a visita do Presidente causa impacto positivo na campanha de Renan Filho, que teve aliados "roubados" — os idosos da campanha do lado de JHC protagonizaram nos últimos dias, verdadeiras quimeras: de um lado a Célia Rocha que puxou o prefeito Luciano Barbosa no card (ficou apenas no card) , e do outro o Ronaldo Lessa, figura política mais derrotada nessas eleições 2026 (mesmo sem ser candidato), teve a audácia que querer confundir o eleitor ao dizer que eles da coligação de JHC (de direita) estão com o presidente Lula. Mas tudo não passa das ilusões desses dois anciãos da velha politica alagoana.








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