2 milhões da iluminação pública para dar luz a campanha de algum candidato apagado? Apreensão em Maceió foi realizada pelo setor de inteligência da PCAL
Haja Luz! Diretor de empresa de iluminação pública de Maceió, tenta "clarear" a capital com R$ 2 milhões em dinheiro vivo, mas polícia desliga o disjuntor
Apreensão de 2 milhões em espécie foi realizada em Maceió pela PCAL / Foto: Reprodução Nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o bairro do Farol, em Maceió, fez absoluto jus ao nome e virou o centro das atenções luminosas de Alagoas. Mas o brilho não veio de nenhuma lâmpada de LED de última geração instalada pela prefeitura, e sim do reluzente montante de R$ 2 milhões em espécie, gentilmente transportados pelo diretor de uma empresa que presta serviços de iluminação pública ao município.
Aparentemente, no dinâmico mercado de manutenção de postes, o Pix e os boletos tornaram-se obsoletos. Nada transmite tanta credibilidade na hora de comprar um reator ou um rolo de fio de cobre quanto abrir um porta-malas forrado de notas. Foi essa, talvez, a premissa adotada pelo executivo que, logo após sacar a pequena fortuna em uma agência bancária, teve sua rotina administrativa interrompida pelos sempre atentos policiais da Rotam.
A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, trocando figurinhas com a inteligência alagoana, já havia notado que o diretor tinha um apreço peculiar por papel-moeda. Segundo os dados, ele ostenta um histórico recente de saques na modesta casa de R$ 1 milhão cada. O famoso "dinheiro do cafezinho", caso o café seja servido em taças de cristal folheadas a ouro.
Agora, o zeloso guardião do tesouro e seu acompanhante encontram-se nas dependências da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), prestando esclarecimentos sobre essa inovadora estratégia de fluxo de caixa. A Polícia Civil de Alagoas assumiu a ingrata tarefa de atuar como eletricista dessa rede, puxando os fios para descobrir a verdadeira origem e destino da verba.
A dúvida que paira no ar (e nos postes) da capital é cristalina: afinal, essa montanha de dinheiro vivo serviria para garantir o estoque de lâmpadas do município ou para dar aquela "iluminada" na reta final da campanha de algum candidato que andava meio apagado? Como perguntar não ofende — e o bom senso duvida —, resta saber desde quando fluxo de caixa de prestadora de serviço exige transporte em sacola plástica.
Enquanto a polícia investiga a voltagem dessa operação, o eleitor aguarda para ver se a história vai terminar em um banho de transparência ou no velho e conhecido apagão
Será que alguém da "famila sigla" ficou em choque com essa notícia? Ou até mesmo o prefeito de Maceió?
Enquanto 2 milhões ilumina muita coisa, alguns bairros de Maceió estão tomados por lixo.









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