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Delmiro Gouveia,11/09/2026

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Entre Propostas e ataques à característica física: No Ringue Político da TV Gazeta; Renan Filho saiu campeão

JHC trocou a defesa de sua gestão em Maceió por uma fiscalização intensa do couro cabeludo alheio. Teria a calvície virado pauta de Estado em Alagoas? — ao fazer ataques pessoais, o candidato JHC se mostrou despreparado para cargo de governador de Alagoas


Entre Propostas e ataques à característica física: No Ringue Político da TV Gazeta; Renan Filho saiu campeão Pela ordem: Candidato JHC, apresentador da TV Gazeta de Alagoas, e Candidato Renan Filho / Foto: Reprodução
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Na noite desta quinta-feira (10). , a TV Gazeta virou o palco do aguardado embate pelo Governo de Alagoas. E quem levou a melhor no primeiro confronto direto da eleição de 2026? Segundo a sempre infalível "avaliação de bastidores" — chancelada por vários veículos de comunicação do estado, e por um colaborador do Portal Fluxo Alagoas graduado em Tecnologia de Marketing com experiência política —, o cinturão da noite foi para Renan Filho (MDB) — que busca um terceiro mandato. 

O ex-governador vestiu o figurino de franco-atirador. Apresentou propostas, tomou a iniciativa e meteu o dedo nas supostas feridas da atual gestão da capital (e com muitas evidência). Teria a velha experiência administrativa falado mais alto ou é apenas a velha máxima de que, em debates, bater é sempre mais confortável do que apanhar? —JHC sem o devido preparo para debater à altura com o Renan Filho, sabia que seria massacrado (mas não sabia que seria tanto).

Por muitas vezes, o candidato JHC esvaziou o debate, sem objetividade, ao ser indagado sobre segurança pública, o candidato não falou do tema, falou de saúde com ataques ao atual governo de Alagoas. Por outro lado, sempre impecável, o Renan Filho fazia das réplicas e treplicas a ferramenta  de explicações na construção de seu projeto político para seu terceiro mandato — explicava tudo confortavelmente bem, e fazia com que o leitor pudesse de fato analisar suas propostas.

Do outro lado do ringue, JHC (PSDB) tentou se agarrar ao seu portfólio da Prefeitura de Maceió como um náufrago a uma boia. A estratégia, ao que parece, fez água. Análises indicam que o tucano passou boa parte do tempo espremido nas cordas, na defensiva, com respostas que não foram exatamente um escudo impenetrável contra os ataques do emedebista. Claro, se você abrir o Instagram ou o TikTok, a realidade paralela é outra: aliados do prefeito devem passar a madrugada compartilhando cortes milimetricamente editados com filtro e música de fundo, jurando que JHC "enquadrou" o adversário. Afinal, quem precisa convencer o eleitor ao vivo quando se tem uma boa equipe de edição de vídeo, não é mesmo? — mas nada é melhor que análise do povo.


Preconceito de JHC

Mas o grande momento da noite, aquele que sem dúvida entrará para os anais da ciência política alagoana, não foi sobre segurança pública, educação ou infraestrutura. Foi sobre... estética capilar. Reeditando o refinamento diplomático de 2020 — quando chamou Alfredo Gaspar de "boca mole" —, JHC decidiu que seu verdadeiro inimigo na eleição é a dermatologia. O alvo da vez? "As madeixas" (cabelos) de Renan Filho. Em um rompante de fiscalização estética, o prefeito acusou o adversário de ostentar um "cabelo de boneca" e questionou publicamente a origem dos fios, insinuando um implante capilar.

Teria JHC abandonado a gestão pública para abrir uma clínica de tricologia? Estaria o candidato do PSDB declarando guerra institucional aos calvos do estado? Vale lembrar que a alopecia é uma condição médica que afeta milhões de pessoas ao redor do globo. Seria esse o novo critério de governabilidade: a densidade natural dos folículos pilosos? 

Transformar o preconceito com a aparência e a saúde alheia em tática de debate é sinal de uma estratégia arrojada ou apenas o mais puro desespero argumentativo de quem ficou sem o que dizer? — o JHC é muito baixo nível e desqualificado para um cargo tão importe que é "ser governador de estado", ele precisa amadurecer muitas ideias, e tirar o preconceito com questões físicas que ele sempre carrega consigo.

Resta agora ao eleitor alagoano processar o espetáculo e decidir: no próximo mandato, queremos um Palácio República dos Palmares focado em políticas públicas (Renan Filho) ou um salão de beleza de portas abertas (JHC)? Desde quando algum atributo físico deve ser levado em consideração para que um governante tenha plena capacidade de governabilidade? — Com a palavra o eleitor. 


É preconceito chamar uma pessoa de 'cabelo de boneca' e o que isso significa? 

Chamar alguém de "cabelo de boneca" pode ser considerado uma forma de preconceito ou discriminação, dependendo do contexto e da intenção de quem fala. Na maioria das vezes, a expressão carrega uma carga pejorativa e racista.


O que significa?

O termo é historicamente usado de duas maneiras principais:

Associação ao cabelo crespo ou cacheado: Tradicionalmente, muitas bonecas de plástico de baixo custo vinham com cabelos sintéticos ásperos, difíceis de pentear e que ficavam facilmente embaraçados ou ressecados. Usar esse termo para se referir ao cabelo de pessoas negras (especialmente crespos e cacheados) funciona como uma metáfora ofensiva para dizer que o cabelo é "duro", "ruim" ou "malcuidado". Trata-se de uma manifestação de racismo estrutural e injúria racial, que visa desvalorizar os traços negróides e hipervalorizar o padrão de beleza eurocêntrico (liso).

Crítica a procedimentos químicos: Em outro contexto, menos comum e sem teor racial direto, a expressão é usada para zombar de cabelos que ficaram extremamente danificados, ressecados ou com aspecto artificial de "plástico" após excesso de químicas (como descolorações mal sucedidas ou progressivas).

Por que é considerado preconceito?

Mesmo quando dita em tom de "brincadeira" ou "piada", a expressão perpetua o preconceito estético e racial. Ela reduz a identidade e a estética de uma pessoa a algo artificial, feio ou indesejado. No Brasil, o uso de termos depreciativos para atacar o cabelo de pessoas negras pode ser enquadrado legalmente como crime de racismo ou injúria racial.


O povo soberano de Alagoas, saberá julgar. 

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