• Delmiro Gouveia, 13/06/2026
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Cerco aperta sobre caso do Iprev de Maceió após PF investigar fundo que aplicou recursos no Banco Master

Ascom
Cerco aperta sobre caso do Iprev de Maceió após PF investigar fundo que aplicou recursos no Banco Master Reprodução Internet
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A deflagração da Operação Take Over pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (10), aumentou a pressão em torno das aplicações realizadas por regimes próprios de previdência no Banco Master e colocou ainda mais em evidência o caso do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), que destinou mais de R$` 117 milhões à instituição financeira posteriormente liquidada pelo Banco Central.

A operação cumpre mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio de Janeiro para investigar possíveis irregularidades na gestão do fundo previdenciário do município de Paulista (PE), que aplicou mais de R`$ 3 milhões em letras financeiras do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que os investimentos tenham sido realizados em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários.

Além disso, os investigadores apuram um possível esvaziamento das funções do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e aprovação das aplicações financeiras, circunstância que, segundo a PF, pode ter comprometido os mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores.

A investigação busca esclarecer se houve gestão temerária ou fraudulenta, além da eventual prática de crimes contra a administração pública, contra o sistema financeiro e possível recebimento de vantagens indevidas por gestores do fundo.

Embora a operação tenha como foco o fundo previdenciário de Paulista, o avanço das investigações reforça o debate nacional sobre investimentos de regimes próprios de previdência no Banco Master. Em Maceió, o Iprev aplicou mais de R$ 117 milhões na instituição financeira, valor significativamente superior ao investigado no caso pernambucano.

Ação pede bloqueio de bens

Em meio às discussões sobre o destino desses recursos, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ingressou na Justiça com uma ação popular pedindo o bloqueio de bens do ex-prefeito JHC, de ex-dirigentes do Iprev, do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros envolvidos nas operações.

A ação sustenta que os recursos pertencem ao patrimônio previdenciário dos servidores municipais e têm destinação específica para o pagamento de aposentadorias e pensões. Por isso, busca garantir o ressarcimento integral dos valores e impedir eventual dilapidação patrimonial dos investigados.

Segundo a peça judicial, a situação tornou-se ainda mais grave após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025, um dia após a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, durante operação da Polícia Federal que investigou suspeitas de gestão fraudulenta e organização criminosa.

Na avaliação apresentada na ação, a liquidação da instituição financeira aumentou o risco de recuperação dos recursos aplicados pelos fundos previdenciários, tornando necessária a adoção de medidas cautelares para preservar patrimônio suficiente ao eventual ressarcimento.

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