Repórter Ítalo Timóteo recebeu 7 processos do Partido e da Coligação de JHC e fala sobre o caso
"JHC gosta de intimidar; se faz isso sem o poder, imagine esse homem no poder," disse o profissional do IT Notícias
Ítalo Timóteo sofreu 7 representações judiciais da federação PSDB-CIDADANIA e coligação de JHC / Foto: Reprodução Publicidade
Na tarde dessa terça-feira (22), o repórter Ítalo Timóteo do Portal IT Notícias, usou sua redes sociais para mostrar a batalha judicial que vem enfrentando da federação PSDB-Cidadania e "Coligação Alagoas Gigante" do candidato João Henrique Caldas, o JHC. O profissional disse que no mês de setembro recebeu cinco notificações judiciais e agora em setembro mais duas.
Chama a atenção no cenário político e eleitoral de Alagoas o uso recorrente e truculento do Poder Judiciário por parte da federação PSDB-CIDADANIA e da coligação "Alagoas Gigante" contra profissionais da imprensa e veículos de notícia. A estratégia de mover uma enxurrada de ações judiciais e pedir a remoção imediata de conteúdos, sob o pretexto de combater a desinformação, vem sendo apontada por especialistas e entidades da sociedade civil como uma tentativa de censura e assédio judicial, cujo objetivo principal é inibir a cobertura jornalística sobre a gestão pública e o pleito eleitoral.
Um dos temas mais sensíveis que deixam a staff do candidato JHC em pânico, são referente ao caso do IPREV, que consoante, e amplamente divulgado em todos os meios de comunicação, inclusive em veículos de alcance nacional, é que o Presidente do Instituto, nomeado por JHC, fez aporte de 117 milhões de Reais no Banco Master do Vorcaro. E que esse banco não figurava como instituição confiável para esse tipo de aplicação.
Entre os veículos e plataformas atingidos pelas medidas e representações eleitorais da coligação e do grupo político, além de Ítalo Timóteo, no Sertão alagoano, destacam-se jornais e portais de grande relevância no estado, tais como o Portal UP União Polêmico, Jornal Extra Alagoas, BNews Alagoas, o Tribuna Hoje (Tribuna Independente), a Tribuna do Sertão e o portal Repórter Maceió, além de perfis e canais mantidos por jornalistas independentes nas redes sociais, como Bleine Oliveira, renomada jornalista com muitos anos de carreira na TV e em jornais de Alagoas.
As petições costumam solicitar a imediata derrubada de reportagens, vídeos e análises críticas, somadas a pedidos de sanções financeiras e concessão de direitos de resposta, gerando uma constante pressão operacional e financeira sobre as redações.
JHC se vende como novo na politica, mas não é:
Há uma certa ironia em JHC se apresentar como “novo” na política: aos 39 anos, o candidato já acumulou uma coleção de mandatos que faria inveja a muito veterano. Foi deputado estadual em 2010, deputado federal em 2014 e 2018 e prefeito de Maceió em 2020 e 2024 — além de ter tentado chegar à Prefeitura em 2016 e perdido aquela eleição, para Rui Palmeira. Ou seja, de “novato” restou mais o discurso do que o currículo: JHC já passou por Assembleia, Câmara dos Deputados e duas administrações municipais, antes de agora mirar o Palácio República dos Palmares.
E se o passado político é extenso, as controvérsias também não são exatamente novidade. Em 2012, o TRE de Alagoas chegou a cassar seu mandato de deputado estadual por entender que houve abuso de poder econômico na campanha de 2010, decisão posteriormente levada ao TSE que reverteu o quadro. Mais recentemente, a Polícia Federal passou a investigar possíveis irregularidades em aplicações de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió no Banco Master durante sua gestão; JHC, porém, afirma que não determinou os investimentos, não é investigado no inquérito e que o instituto possui autonomia administrativa e financeira. Assim, entre o rótulo de “novo” e o arquivo de episódios que exigem explicações, a política alagoana parece ter descoberto uma curiosa novidade: um veterano tentando estrear como novidade.
Por fim, a liberdade de expressão e a imprensa livre são pilares fundamentais de qualquer processo democrático genuíno. Em período eleitoral, o acesso à informação plural e sem restrições desmedidas é indispensável para que o cidadão possa avaliar de forma crítica os projetos políticos e exercer o voto consciente. O combate aos excessos da liberdade de manifestação deve ser pontual, visto que o uso ostensivo da máquina jurídica para silenciar comunicadores, compromete a transparência das instituições e enfraquece o debate democrático.
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