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Delmiro Gouveia,22/09/2026

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Dívida a Marqueteiro, fakes news, discurso de ódio, rasteira em aliados, ataques a imprensa, escândalo do IPREV; veja os episódios que cercam JHC

Candidato ao Governo acumula controvérsias políticas e judiciais que levaram a derrocada de sua campanha; além de levantar questionamentos sobre sua trajetória


Dívida a Marqueteiro, fakes news, discurso de ódio, rasteira em aliados, ataques a imprensa, escândalo do IPREV; veja os episódios que cercam JHC Episódio que cercam o candidato JHC / imagem ilustrativa
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Para quem pretende ser o chefe do Palácio República dos Palmares — vendendo o aroma fresco da nova política, o candidato JHC (PSDB) descobriu uma dura verdade da física eleitoral: o passado tem o hábito inconveniente de reaparecer em ano par, sempre sem avisar e sem pedir licença. Ele tem alguns assuntos a explicar, e parece que nesse sentido, sempre corre dos debates e dar preferência ao seu ambiente controlado por dezenas de profissionais, para postar tudo em um instagram fantasioso, que algumas vezes disparou fake news e discuso de ódio nessa campanha eleitoral de 2026.

Ataques contra a Imprensa Alagoana

Com uma fúria liberticida digna das melhores ditaduras de comitê, o PSDB de Alagoas e a Coligação Alagoas Gigante de JHC, transformaram a distribuição de processos contra jornalistas na sua principal e mais eficiente proposta de governo: para cada notícia amarga, uma liminar; para cada crítico, um oficial de justiça no portão. Na sanha desenfreada de amordaçar a imprensa e exigir que a imprensa local funcione como um panfleto publicitário do seu próprio egocrisma, o grupo faz dos tribunais um balcão de vinganças e escancara que seu conceito de "Alagoas Gigante" se resume, na verdade, ao tamanho do seu desprezo pela liberdade de expressão e ao seu pavor infantil diante da verdade.


Dívidida com Marqueteiro

O marketing do amanhã esbarra no boleto do ontem — a Justiça de Alagoas resolveu dar um "like" no pedido da Imagine Comunicação & Marketing e determinou a varredura nas contas de JHC e do pai para quitar uma dívida de publicidade que vaga desde 2014 (Que vergonha! Para quem tem!). A defesa alega que o processo é "antigo" — o que é uma excelente tese filosófica: aparentemente, se o boleto fizer aniversário de dez anos, ele deveria ganhar status de antiguidade e ser exposto em museu, não cobrado em juízo. É a fascinante matemática da política digital: o marqueteiro projeta a imagem do futuro, mas a contabilidade insiste em enviar a fatura do passado.


Discurso de ódio e fake news

O Tribunal Regional Eleitoral condenou o candidato retirar conteúdos do ar em alguns momentos dessa campanha. Em julho, o TRE-AL aplicou o filtro da realidade e mandou apagar um vídeo do próprio candidato por considerar que a edição de áudio e imagem criava um multiverso paralelo capaz de induzir o eleitor ao erro. Já em agosto, sobrou até aviso de suspensão de perfil por causa de publicações contra adversários que cruzaram a linha da crítica política. Na era do engajamento a qualquer custo, o tribunal tenta lembrar ao pré-candidato que a vida real não aceita CGI (Computer-Generated Imagery — Imagens Geradas por Computador) e que nem todo story ganha figurinha de aprovação da Justiça.

Um dos casos analisados pela justiça, foi quando o JHC postou um vídeo de Renan Filho panfletando nas ruas de Maceió, com a frase que era perigoso andar nas ruas de Maceió com o vidro do carro aberto. A Justiça classificou o conteúdo como discuso de ódio, e alertou que postsgens semelhantes ele iria ter o instagram suspenso. Uma fake news recente lançada por JHC, dizia que Renan Filho iria fechar cresches Gigantinhos, o que é uma mentira e foi desmascarada.

Realmente tem muito assunto distorcido, memenzinhos bestas contra opositores no instagram do JHC. Quando ele também não tenta emplacar apelidos em seus adversários, o que é uma situação muito infantil e incompatível com alguém que quer ser candidato ao governo de Alagoas.


Escândalo do IPREV/ Banco Master 

O grande blockbuster da temporada atende pelo nome de IPREV. A Polícia Federal baixou no Instituto de Previdência de Maceió com a Operação Compliance Zero para entender como R$ 97 milhões de fundos previdenciários foram parar em aplicações no Banco Master durante a atual gestão municipal.

Diante do rebuliço, a reação foi exemplarmente moderna: o candidato sacou da algibeira o termo mágico "fake news" e exibiu uma certidão do MPF com o famoso "nada consta" — o equivalente burocrático a dizer "olha, não fui eu!". Resta saber se o "nada consta" será suficiente para acalmar os aposentados do município, que costumam preferir "dinheiro na conta" a "nada consta no papel".


A luz no fim do túnel que se apagou

Séries de acontecimentos que já estavam difíceis de explicar, e vem o destino, e coloca mais problemas: uma empresa que tem contrato de mais de 300 milhões com a Iluminação pública de Maceió, sacou em 10 dias 5 milhões de Reais em espécie, sendo que os últimos 2 milhões foram apreendidos pela Polícia Civil de Alagoas. Será que 5 milhões em espécie seriam para o fundo fixo de caixa para pequenas compras? Ou para iluminar a campanha de algum candidato? 🤔

 O fato que já se sabe, é que, dias antes de renunciar a prefeitura de Maceió, o então prefeito JHC assinou um Termo de ajuste de gestão do contrato dessa empresa que presta serviço de iluminação pública, no valor de 212 milhões de Reais.



Episódios com Ronaldo Lessa 

Que reviravolta digna de novela mexicana no circo político alagoano: Ronaldo Lessa, ostentando toda a sua bagagem histórica, resolveu botar a cara no sol, anunciar aos quatro ventos sua pré-candidatura a vice-governador na chapa de JHC e já estava até ensaiando o discurso de posse, quando tomou uma rasteira tão perfeita e cinematográfica que até hoje deve estar procurando o chão — afinal, a escolhida para a vaga foi Célia Rocha, deixando o veterano chupando dedo na plateia. Mas, como no xadrez da política a humilhação de hoje é a manobra desesperada de amanhã, Lessa não pensou duas vezes: largou de mão a modesta segunda suplência de senador na chapa de Marina Cândia para se atirar de cabeça, de corpo e de alma na promissora miragem de assumir a presidência do FECOEP, provando que não há orgulho que resista ao irresistível e aconchegante cheirinho de um cargo comissionado para chamar de seu, mas que vai ficar na fantasia.

A coversa acertada com um Caldas pode mudar a qualquer momento, o que chancela ao clã, a fama de não ter palavras.


Por fim, o roteiro da pré-campanha e campanha de JHC, entregaram uma obra de arte do contraste: na frente das câmeras, o candidato desfila com o figurino impecável da renovação; nos bastidores, a coleção inclui boletos de publicidade vintage (não paga), puxões de orelha da Justiça Eleitoral e a Polícia Federal auditando dezenas de milhões de reais e no epicentro da investigações, pessoas de extrema confiança e nomeadas por JHC. Além de acordos não cumpridos com próprios alinhados como no caso de Ronaldo Lessa.

Para quem almeja o governo do Estado, fica a lição de que a propaganda eleitoral pode até escolher o melhor filtro para a foto, mas ainda não inventaram nenhum aplicativo capaz de editar o que sai no negativo.

A pergunta que fica: Com o manual do candidato moderno que se diz o JHC vai explicar esses problemas em uma 'Narrativa de Renovação'? Será que ele acha que o eleitor é bobo?



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