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Delmiro Gouveia,11/08/2026

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Operação no Iprev: PF cumpre diligência na sede do órgão em meio a investigações de R$ 117 milhões

Agentes estiveram no instituto de Maceió nesta segunda-feira; aportes sem garantia no Banco Master e atuação de consultoria são alvos de questionamentos; operações foram feitas na gestão de Ronnie Motta indicado de JHC


Operação no Iprev: PF cumpre diligência na sede do órgão em meio a investigações de R$ 117 milhões JHC nomeou o Ronnie Motta para presidente do IPREV, nessa gestão foram realizados aportes de 117 milhões no Banco Máster / Foto: Reprodução
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Agentes da Polícia Federal estiveram na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) na manhã desta segunda-feira (10). A ação ocorre no contexto das apurações sobre os R$ 117 milhões aplicados na instituição financeira durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB), que não época era do (PL). Até o momento, a corporação não detalhou a natureza da diligência e tampouco confirmou se a visita está diretamente ligada aos aportes sob suspeita.

No centro das apurações estão as aquisições de letras financeiras do Banco Master efetuadas pelo órgão municipal. A primeira movimentação, no valor de R$ 80 milhões, recebeu o aval da diretoria do instituto em dezembro de 2023, sendo seguida por um novo aporte em maio de 2024 que elevou o total questionado para cerca de R$ 117 milhões. Esses papéis específicos não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Diante de uma severa crise de liquidez, deterioração econômico-financeira e descumprimento de regras do Sistema Financeiro Nacional, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025. A partir desse cenário de intervenção, o Iprev passou a figurar na fila de credores da instituição na tentativa de reaver o montante investido.

Representantes da classe trabalhadora já haviam formalizado representações junto às autoridades federais. Em junho, o Sindprev, o Movimento Unificado dos Servidores de Maceió e a CUT/AL protocolaram uma denúncia cobrando apuração sobre os R$ 117,9 milhões direcionados ao Master, além de R$ 51,5 milhões alocados no fundo imobiliário Nest Eagle. O conjunto de entidades exige a responsabilização pelas escolhas de investimento da previdência municipal.

A conduta da consultoria Crédito e Mercado também entrou na mira dos investigadores, impulsionada por inconsistências identificadas em aplicações de regimes próprios de municípios de São Paulo. Registros apontam que o presidente da empresa esteve presente em reunião do comitê do Iprev no dia 29 de novembro de 2023 para apresentar o Banco Master como oportunidade de mercado; passados apenas dois dias do encontro, a aplicação inicial de R$ 80 milhões foi aprovada.

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