QUEBRADA: JHC deixou Prefeitura numa crise jamais vista, diz Extra
Colunista aponta atrasos de trabalhadores terceirizados, interrupções na coleta de lixo e dificuldades enfrentadas por Rodrigo Cunha após herdar a gestão municipal
Ascom
Capital de Alagoas JHC e Rodrigo Cunha/ Ascom
Capital de Alagoas JHC e Rodrigo Cunha/ Ascom Publicidade
A crise financeira que atingiu a Prefeitura de Maceió após a renúncia de JHC voltou ao centro do debate político. Em publicação intitulada “O risco de Rodrigo Cunha”, o colunista João Mousinho, do Extra, afirma que o ex-prefeito deixou o Município mergulhado em uma situação “sem precedentes nos últimos anos”.
Segundo o texto, bastou JHC deixar o cargo para disputar o Governo de Alagoas para os problemas financeiros começarem a aparecer. A mudança foi tão rápida que o colunista compara o episódio a um “toque de mágica”.
“Pareceu um toque de mágica, mas ninguém está sabendo entender por que a Prefeitura de Maceió mergulhou numa crise financeira sem precedentes nos últimos anos tão logo JHC renunciou ao cargo para disputar o Governo do Estado”, escreveu.
O cenário encontrado por Rodrigo Cunha inclui atrasos nos salários de trabalhadores contratados por empresas terceirizadas, problemas no pagamento de fornecedores e interrupções na coleta de lixo.
Sem receber regularmente, trabalhadores chegaram a suspender atividades. O resultado foi visto nas ruas e avenidas da capital, tomadas por sacos, entulhos e resíduos acumulados.
A crise do lixo já havia exposto dívidas milionárias da Prefeitura com as empresas responsáveis pela coleta. Em ação sobre o problema, a Defensoria Pública apontou débitos de R$` 50,8 milhões com a Via Ambiental e a Naturalle.
Parte desse passivo teria sido formada ainda durante a gestão de JHC e permaneceu sem solução após Rodrigo Cunha assumir a Prefeitura.
Diante das dificuldades, o Município precisou abrir crédito suplementar de mais de R$ 14 milhões para garantir a manutenção de serviços, contratos terceirizados e pagamentos a fornecedores. Desse total, R$ 2,7 milhões foram destinados à Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana, a Alurb.
A Prefeitura também pediu autorização à Câmara de Maceió para contratar até R`$ 500 milhões em empréstimos, ampliando os questionamentos sobre a situação financeira deixada por JHC.
O colunista cita ainda a falta de preenchimento de centenas de cargos comissionados vagos após a saída do ex-prefeito. A indefinição teria contribuído para desorganizar setores da administração e aumentar a pressão sobre Rodrigo Cunha.
JHC deixou o cargo afirmando ter a “sensação de dever cumprido”. Pouco depois, porém, começaram a aparecer atrasos, dívidas com empresas, paralisações de trabalhadores e falhas na prestação de serviços essenciais.
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