Professora e influencer digital Luzia de Kaica acusa diretor de escola estadual de cárcere privado e assédio moral em Mata Grande
A docente relatou em suas redes sociais os momentos de pânico que passou na escola
Professora Luzia de Kaica que acusa diretor de escola estadual de Mata Grande de assédio moral e cárcere privado / Foto: Reprodução Publicidade
A professora Maria Luzia de Souza Cirino, 47 anos de idade, mais conhecida como Luzia de Kaica, usou suas redes sociais, e procurou a Redação do Portal Fluxo Alagoas, e relatou momentos de pânico que passou na última quarta-feira (4), na Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta, seu local de trabalho. Ela acusa o diretor da escola em que trabalha de cárcere privado e assédio moral.
De acordo com o relato da vítima, a mesma confirmou que durante uma reunião de Planejamento o diretor da escola leu uma ata e ela não concordou com alguns pontos, e a partir desse momento se desencadeou uma discussão. E a mesma, percebendo que iria passar mal, pois sofre com diabetes, e recentemente fez uma cirurgia de retirada de um rim, resolveu se retirar do local. Momento em que foi impedida pelo diretor que não deixou a profissional sair e manteve o portão da escola fechado.
Segundo narra a vítima, o diretor falou que ela iria sair da unidade apenas às 22h00 que seria o momento que o portão seria aberto. E que a vítima pudesse ligar para a polícia. Nesse momento uma outra professora passou mal devido a uma crise de ansiedade ao presenciar as cenas de grosseria do diretor. Foi quando o diretor adjunto abriu o portão, e Luzia aproveitou e também saiu. A vítima ainda conta que o diretor disse que o portão só foi aberto por causa da outra professora e não para ela [Luzia] sair.
A professora Luzia nos informou que o diretor vem praticando assédio moral não só com ela, mas até mesmo com outras profissionais da escola, e que na semana passada gritou com uma servidora de serviços gerais e a profissional ficou muito abalada ao ponto chorar na escola. Além do mais, a Luzia informou que o diretor não queria que a mesma fosse candidata ao Conselho da escola.
Luzia de Kaica é servidora estatutária da educação estadual há 25 anos, e está se sentindo muito mal com a forma que vem sendo tratada na gestão do atual diretor da Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta. E informou que abriu o boletim de ocorrência no Centro Integrado de Segurança Pública de Mata Grande, e que manifestará registro da ocorrência na ouvidoria da Secretaria Estadual de Educação, dentre outras providências.
Assédio Moral no ambiente de trabalho: O que é? Como identificar? E o que fazer?
Assédio moral no trabalho é a exposição repetitiva e prolongada a situações humilhantes, vexatórias ou abusivas, que abalam a saúde mental e a dignidade do trabalhador. Caracteriza-se por condutas como críticas exageradas, isolamento, metas inatingíveis, gritos e isolamento, buscando prejudicar a autoestima da vítima.
Principais Exemplos e Características:
• Ações Diretas: Gritos, insultos, apelidos ofensivos, críticas injustas ou públicas
• Ações Indiretas: Espalhar boatos, isolar a pessoa, ignorar a presença dela.
• Gestão Abusiva: Sobrecarga de trabalho, exigência de tarefas impossíveis, monitoramento excessivo, retirar instrumentos de trabalho.
• Assédio Organizacional: Políticas da empresa que geram pressão extrema, comum em metas inatingíveis.
Tipos de Assédio:
• Vertical Descendente: De superior para subordinado (mais comum).
• Horizontal: Entre colegas de mesmo nível hierárquico.
• Vertical Ascendente: De subordinados para superior.
O que fazer (Como se proteger e denunciar):
• Registre Tudo: Guarde e-mails, mensagens, áudios, fotos e anote datas, horários e nomes de testemunhas.
• Denuncie Internamente: Utilize o canal de denúncias da empresa, RH ou ouvidoria.
• Denuncie Externamente: Procure o Sindicato da categoria, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ou a Superintendência Regional do Trabalho (antiga DRT).
• Ação Judicial: A vítima pode buscar a rescisão indireta do contrato de trabalho (justa causa do empregador) e indenização por danos morais.
O assédio moral é considerado falta grave e não deve ser tolerado, sendo importante buscar apoio psicológico e jurídico.
Relativo ao caso narrado pela professora Luzia, o espaço segue em aberto para a outra parte citada indiretamente no assunto. Também estamos aguardando resposta da Secretaria Estadual de Educação a respeito dos fatos.
Por Redação
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